O Melhor de Saint Marteen

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Contado – Cliente Naiade em Saint Martin

Manhãs ensolaradas à beira-mar; tardes de compras dutty free; passeios de barco; cavalgadas românticas; mergulhos, windsurf, vela; e restaurantes para todos os gostos, assim é St. Maarten (pronuncia-se Saint Martin) ou St. Martin (pronuncia-se Saint Martan). Seria mais uma ilha do Caribe, senão fosse pela singularidade de ser o menor território do mundo pertencente a dois países, Holanda e França, onde simultaneamente, dividem o pequeno território de 93 km².

Pequena, sim, mas só se for no tamanho, a ilha com 37 praias exuberantes, atividades para todos os gostos, hotéis de luxo, cassinos, parques, ainda é conhecida como a “A Capital Gastronômica do Caribe”, ao todo são mais de 450 restaurantes com opções de praticamente toda a culinária internacional, literalmente, não dá para manter a dieta em St. Maarten.

Colonizada por dois países europeus, cada lado da ilha possui suas peculiaridades, com moedas e idiomas próprios, mas não se preocupe, o dólar americano, assim como a língua inglesa são aceitas e usadas pelos moradores locais. Entretanto, apenas uma placa separa a fronteira da parte holandesa (Saint Maarten) da parte francesa (St. Martin), as mudanças são bem sutis e os cerca de 1,7 milhão de turistas que desembarcam o ano todo neste destino, podem caminhar por toda a ilha sem restrição, com o charme da culinária francesa, somados à descontração da noite holandesa, tudo isso em um único lugar. Para quem busca atrações históricas, apesar de toda a sua turbulência colonizadora no passado, St. Maarten não possui muitas opções, museus e passeios culturais não são seus principais atrativos, praticamente toda a herança da ilha está localizada no nos seus antigos fortes. Ao todo são quatro, mas apenas dois estão abertos para visitação: o Fort Louis (lado francês), do século XVIII, e o Fort Amsterdã (parte holandesa), de 1631, a primeira fortaleza militar construída no Caribe. Ambos os destinos revelam uma vista de tirar o fôlego de diversas praias da ilha. Então não se sinta culpado de a cada dia conhecer uma praia, um restaurante, uma balada ou um cassino diferente. Não importa qual for o motivo ou sua companhia durante uma viagem para St. Marteen, seja uma lua de mel (romantismo é o que não falta), se for um passeio com a família (as crianças também têm diversão garantida), ou para paquerar com os amigos (baladas e muita agitação preenchem a noite).

Uma de nossas dicas, como ocorre na maioria das ilhas caribenhas, alugue um carro, é a maneira mais eficiente de conhecer cada detalhe do paraíso. Contudo, fique atento, o trânsito não é mil maravilhas e estacionar também é uma aventura, já que exige muita sorte e paciência. Uma das principais vantagens de estar em St. Martin é a facilidade de conhecer outras ilhas paradisíacas do Caribe, que tal uma visita à queridinha dos ricos e famosos St. Barths, ou passar alguns dias em Anguilla, ainda é possível fazer passeios menores como Saba, uma ilhota vulcânica, com águas pra lá de transparentes, excelente para o mergulho. Então… para que você aproveite cada pedacinho desta ilha cosmopolita, vamos agora decifrar cada detalhe deste paraíso.

Quer animação? Nem precisa perguntar ao concierge. Basta seguir as placas para a Praia de Maho, na fração holandesa. É onde cintilam as luzes do Casino Royale — sim, como o do filme. Funciona desde os anos de 1950. Foi o responsável pela abertura de diversos barzinhos. Quase todos têm shows das steel bands. Elas tocam instrumentos de percussão feitos de metal. O mais incrível: conseguem criar harmonias musicais e não apenas ritmos. Tudo começou com galões de óleo amassados, cada um com uma nota diferente. Vários desses grupos deixam o ouvinte boquiaberto.

  • Salada de línguas

    Em Philipsburg, encontram-se a praia de Maho, o único aeroporto e a maior parte da rede hoteleira. A língua oficial é o holandês, mas o inglês é de uso corrente. A esses dois idiomas, adiciona-se português, espanhol e palavras africanas. Resultado: o papiamento das ilhas de colonização holandesa. Ele agrega várias expressões na língua de Camões. De manhã, ouve-se algo similar ao “Bom Dia!”. O papiamento é uma das graças de uma fração da ilha que também utiliza uma moeda rara: o florim das Antilhas Holandesas. Não se apoquente. O dólar americano é aceito sem restrições.

  • Uma bagatela

    Um dos brilhos é a quantidade de joalherias no local, impressiona! Colares de ouro, pulseiras de pedras preciosas e relógios de grife podem ser encontrados, em especial na Old Street, em Philipsburg, entre agradáveis cafés. Não apenas magnatas compram. Afinal, os preços são extremamente acessíveis. A ilha é território livre para esses produtos. Não só eletrônicos, mas também charutos, perfumes e bebidas custam menos do que em qualquer duty free dos aeroportos. Quando os navios de cruzeiro fundeiam, os passageiros correm às compras.

  • Culinária inspiradora

    A ilha já ganhou o título de Capital Gastronômica do Caribe, com maiúsculas. Merece! Sua culinária é mesmo de uma riqueza ímpar. De cozinha tailandesa aos bistrôs franceses, há de tudo. Sem esquecer os sabores locais. Com a Guavaberry — fruta assemelhada à cereja — são preparados licores e drinques ótimos. A mescla cultural também gerou pratos martinenses que inebriam os visitantes. Não torça o nariz para o dirty rice (arroz sujo), esqueça o nome e pense em uma deliciosa mistura de arroz, feijão e temperos à moda créole.

  • As falésias que mudam de cor

    Um calçadão ao estilo de Copacabana, de 2 quilômetros, este é encontrado em Great Bay, Philipsburg. Gente bonita caminha de lá para cá. Como em Copa — com biquínis mais recatados, no entanto. Já em Orient Bay, circulam o inimigo número 1 dos fabricantes de maiô: os nudistas. É uma das mais famosas praias de naturismo do Caribe. Se você prefere natureza, então seu lugar é Cupecoy. As falésias escarlates são embevecedoras, conforme o sol incide sobre elas, o vermelho ganha outros tons. Não tão carmim quanto ao de alguns nudistas, desavisados de Orient Bay.

  • Até o Bill Gates

    A fração francesa é menos animada. Para compensar, conta com praias que lembram trechos da Côte D’Azur. Marigot tem o único shopping Center da ilha, vale a visita, embora os preços possam ser menos atraentes, pois é em euro. Bom mesmo é apreciar a orla e o porto, sempre com iates — alguns dignos de paxás, também há mansões. Pouco a pouco, o lugar foi se transformando em um enclave das ditas celebridades. Nesse trecho da ilha, Robert Redford, Tina Turner e até Bill Gates construíram casas de veraneio, estrategicamente escondidas.

  • O que você deve saber

     

    • Se quiser se sentir mais à vontade, não deixe de colocar no seu roteiro Orient Beach (ou Orient Bay). É uma praia paradisíaca, procurada para a prática de nudismo. Mas se você prefere ficar de roupa, sem problemas, pode visitá-la também;
    • Tanto o lado francês quanto o holandês oferecem várias atividades, sendo possível praticar snorkeling, passear de bicicleta, fazer trilhas ou até mesmo velejar;
    • Colombo (ele novamente!), em 1493, nomeou a ilha de St. Martin ou St. Marteen, porque a data de sua descoberta coincidiu com a festa de St. Martin. Em 1631, os holandeses tomaram posse da ilha, mas os franceses também se interessaram por essas belas praias. Então, se estabeleceu um acordo com a França, dividindo a ilha entre duas partes, holandesa e francesa;
    • Alugar um carro é uma boa opção para explorar as maravilhas francesas e holandesas. Se preferir, aproveite os dias de sol e dê uma caminhada à beira-mar pela orla das baías;
    • Cassinos é permitido em St. Maarten, o lugar mais procurado é o Coliseum Princess Casino, mas o maior cassino, no entanto, é o Royale, em Maho Village, que chama atenção dos turistas;
    • O porto A.C Wathey Pier, está entre os “dez mais” para destinos de cruzeiros no mundo. Com suas instalações modernas, possui boulevard e área para passeio à beira-mar.

    Curiosidades

    Não se espante com a quantidade de navios que param em Philipsburg, a capital do lado holandês, pois basicamente ela vive em função dos mega navios de cruzeiros que fundeiam em seu porto;Há uma história muito interessante, contada pelos habitantes, que explica como foi feita a divisão da ilha. Para definir a fronteira, um francês partiu a pé de uma ponta da ilha com uma boa garrafa de vinho, e da outra ponta partiu o holandês tomando seu gim, uma bebida muito mais forte, onde eles se encontrassem seria marcada a linha de divisão da ilha. Já deu para imaginar o resultado? O francês conseguiu andar mais que o holandês, por isso St. Martin é maior que St. Maarten!
    Para alguns turistas a grande diversão fica em Maho Beach, quando os aviões estão pousando no aeroporto. Eles chegam a 4 ou 5 metros da areia antes de pousar. Se estiver por lá, não perca a oportunidade de tirar uma boa foto!
    Só há duas formas de você saber que está no lado francês ou holandês da ilha: lendo as placas ou quando percebe que o idioma mudou, pois não há fronteiras que separam os dois lados.

    Sobre St. Maarten / St. Martin
    Capital de St. Maarten: Philipsburg (lado Holândes)
    Capital de St. Martin: Marigot (lado Francês)

    Aeroporto:
    Aeroporto Internacional Princess Juliana (SXM) e o L’Espérance Airport (lado francês/St. Maarten), que atende a todos os voos de pequeno porte das ilhas vizinhas.

    Moeda:
    Florim holandês (US$ 1 equivale a Naf 1,82, mas o dólar é bem aceito). No lado francês, o euro é a moeda local

    Idioma:
    Inglês é a língua predominante, embora o holandês seja considerado idioma oficial de St. Maarten e o francês a língua oficial de St. Maarten. Além disso, o francês crioulo, o espanhol e o papiamento também são falados na ilha.

    Visto:
    Não exige visto para brasileiros. porém se o voo for via Estados Unidos, o visto americano é obrigatório.

    Vacinas:
    Febre amarela é obrigatória e deverá ser tomada 10 dias antes do embarque.

    Código de telefone de St. Maarten:
    599

    Voltagem em St. Maarten / St. Martin:
    110V (lado holandês) e 220V (lado francês)

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