Jardins de Bahai

Jardins de Bahai


Os Jardins Bahai é possivelmente a atração turística mais distinta de toda na cidade de Haifa e é provavelmente uma das mais visitada. Todos os anos, centenas de milhares de turistas e moradores locais visitam os Jardins Bahai, localizado no Monte Carmelo. Somente no ano passado, 750.000 pessoas desfrutaram dos belos terraços dos Jardins Bahai, um Patrimônio Mundial da UNESCO.

São formados por nove círculos concêntricos, cada um cheio de flores, pequenas árvores, pequenas esculturas, fontes de água e piscinas. Os jardins são áreas arborizadas projetadas para abrigar a vida selvagem e reduzir o ruído urbano. Os 200 mil metros quadrados foram projetados pelo arquiteto iraniano Fariborz Sahba, financiados por doações. E em verdade chegam perto de um quilômetro de comprimento do portão mais baixo da Colônia Alemã até o portão principal no topo. São compostos por 19 terraços de flores, sistema hidráulico e pequenas esculturas.

História:

O Monte Carmel é conhecido por ser um lugar sagrado desde os tempos antigos. É importante para os membros da Fé Bahá’í pois constitui a morada do centro mundial da sua religião.

No final do século XIX, o fundador da religião Bahá’í, Bahá’u’lláh, foi expulso da Pérsia, seu país de nascimento. O seu exílio forçado levou-o primeiro a Bagdád, depois para Constantinopla (a actual Istambul), Adrianopol (Edirne) e finalmente a Acco (Acre), que na época era uma colónia penal sob o emirado Otomano. O lugar final do enterro do Bahá’u’lláh foi Bahji, na proximidade de Acco.

Na época em que visitou Haifa em 1890, Bahá’u’lláh mostrou ao seu filho, Abdu’l-Bahá um local específico do Monte Carmel e deixou claro que este ponto deveria servir como lugar de descanso permanente para os ossos do Bab. O Bab teria sido a pessoa que trouxe a boa notícia da religião Bahá’í ao mundo. Bahá’u’lláh instruiu o seu filho para estabelecer um sitio de enterro adequado neste local e profetizou que ai seria estabelecido o centro mundial da fé Bahá’í. O Bab morreu como mártir na Pérsia, em 1850, seis anos após ter profetizando a sua missão espiritual. 60 anos após a sua morte, os seus ossos foram transportados secretamente de um lugar para outro, afim de evitar que eles caiam nas mãos dos seus inimigos.

Foi somente em 1909 que os ossos foram finalmente enterrados no Monte Carmel, no sitio exacto que o Bahá’u’lláh mostrou ao seu filho. Foi Abdu’l-Bahá que iniciou a primeira estrutura do Santuário para o Bab.

Shoghi Effendi, o Guardião da religião Baha’i, continuou os passos de Abdu’l-Bahá, estabelecendo o Santuário que sobreviveu até hoje. O Santuário do Bab foi planeado pelo arquitecto canadense, William Sutherland Maxwell. O Santuário foi projectado usando uma combinação de arquitectura de estilo Ocidental e Oriental. Os pilares de granito foram construídos em estilo clássico romano. Seus capitéis coríntios foram influenciados pela arte grega antiga, enquanto seus arcos impressionantes dão um toque único Oriental.

A área toda é compreendida por três seções: A seção inferior – abrindo-se para a colônia alemã; a seção intermediária – os jardins ao redor do Santuário do Báb, coberto de ouro, onde os restos do Báb são mantidos; e a parte superior – logo depois do Louis Promenade e do portão principal onde os passeios começam.

Passeios

Clovis – Cliente Naiade Curitiba tirando foto da vista – Israel março 2018

O tour diário em inglês é às 12:00, não requer reserva prévia e é gratuito. Outros passeios são oferecidos durante todo o dia em hebraico e russo. A visita guiada é a melhor maneira de realmente experimentar os jardins – a partir de dentro – também proporcionando um magnífico cenário da Baía de Haifa. Começando no portão principal e terminando, a excursão termina pouco antes do Santuário do Báb. O passeio dura aproximadamente 45 minutos e contém 600 degraus, então não deixe de trazer sapatos confortáveis. Após o passeio, um vídeo opcional de 20 minutos sobre os Bahais é exibido.

 

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