Tambor de Crioula

Tambor de Crioula

Manifestação de raízes africanas que só existe no Maranhão, o Tambor de Crioula foi reconhecido em 2011 como Patrimônio Imaterial Brasileiro. Alegre, sensual e irreverente, pode ser apreciado ao ar livre, nas praças, casas e interior de terreiros por todo o Maranhão, mas sobretudo em São Luís.

Não tem uma época fixa de apresentação, mas pode-se observar uma concentração maior nos períodos que correspondem ao Carnaval, às festas de São João e a partir do 2° sábado de agosto, quando ocorrem também as rodas de Bumba-Boi. Os tocadores e coureiras, como são chamadas as dançarinas do Tambor, ganham as ruas espalhando animação e muito ritmo.

O som é extraído de tambores tradicionalmente feitos de troncos de árvores e recobertos de couro de cabra. E o vestuário, extravagante, é composto por saias rodadas e coloridas, blusas rendadas, turbantes e uma profusão de colares.

Os homens apenas tocam, enquanto as mulheres dançam em roda. Um dos pontos altos, quando a dançarina que dança ao centro é substituída por outra, depois de um choque de barriga com barriga popularmente conhecido como umbigada. Uma imagem de São Benedito, o Santo Preto, é comumente visto nas rodas de tambor. Afinal, é em honra a ele que a dança é praticada.

Além do Tambor de Crioula, diversas outras danças típicas como as quadrilhas, a Dança do Caroço, a Dança do Lelê, a Dança do Coco, o Cacuriá, São Gonçalo, Dança Portuguesa entre outras, fazem da cultura imaterial maranhense um vibrante caleidoscópio artístico e folclórico vivo e autêntico.

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