O melhor do Maranhão

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O melhor do Maranhão

O melhor do Maranhão …. Eu cruzando o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses – 2003

O melhor do Maranhão?  Vamos la! Natureza! Cultura, Festas…Danças!

Natureza

Devido à forte incidência de rios e de vegetação de mangue e florestas, as praias do Maranhão possuem águas com aspecto barrento. As divisas territoriais que configuram o estado no território brasileiro, o conferem por outro lado extrema abundância e diversidade natural, caracterizada, sobretudo pelo encontro de dois importantes ecossistemas: o Ecossistema Amazônico, que se manifesta do noroeste até o sertão do estado, e do Ecossistema Cerrado, distribuído em duas partes, do leste para o centro, e do extremo sul para o centro. Tal posição geográfica e diversidade ambiental são os mais efetivos determinantes do potencial turístico do Maranhão, provendo ao Estado belezas naturais exclusivas e representativas do Brasil: Floresta Amazônica presente do oeste ao centro do estado; Cerrado na parte do extremo ao centro sul, em que se encontram os últimos degraus do planalto central brasileiro em direção ao norte; Floresta de Cocais nas áreas de transição, resultado da influência antrópica; e o segundo maior litoral da costa brasileira em que se concentram praias virgens e semi desertas, ilhas quase intocadas, deltas e estuários, matas tropicais, as maiores reservas de manguezais do país e dunas de areias claras.

 

Ao sul do estado estão as chapadas e cachoeiras; nas planícies que se estendem do centro em direção ao norte configuram-se: na área da Baixada Maranhense, lagos e campos inundáveis; no litoral ocidental, em plena área amazônica, ilhas, igarapés, canais naturais para navegação e a Ilha dos Lençóis entre praias desertas e dunas de areias brancas e lagoas temporárias; no litoral oriental as dunas predominam, destacando o Delta do Parnaíba, o único delta em mar aberto das Américas, e os Lençóis Maranhenses, um deserto do tamanho da cidade de São Paulo, que entre as dunas de até 40m de altura abriga diversas lagoas pluviais de águas transparentes.

A parte central do território concentra aproximadamente 80% da hidrografia do Estado, distribuída em rios genuinamente maranhenses: Itapecuru, Pindaré, Mearim e Grajaú, e suas redes de afluentes. O sistema fluvial é ainda complementado com a bacia do Rio Munim, no nordeste do Estado, e nas bacias secundárias que se entendem em direção ao norte desaguando no litoral ocidental, em que se destacam os rios Turiaçu, Maracacumé, Cururupu, Pericumã, Aurá, entre outros, e no litoral oriental, formadas pelos rios Periá, Formiga, Preguiças, etc.

Realmente o Maranhão possui incontestável riqueza hidrográfica, que acabou por moldar as paisagens culturais e o dia a dia dos municípios, comunidades ribeirinhas e povoados localizados às suas margens, que se desenvolveram, sobretudo por meio da economia do arroz, da pesca, da extração do óleo de babaçu e da cera de carnaúba, palmeiras típicas do estado.

Cultura

Mas é também uma terra de cultura e história imponentes, herança cultural dos movimentos colonizadores europeus – francês, holandês e português. Entre fortificações, conflitos de colonos e religiosos missionários, entre as influências da Companhia do Comércio do Maranhão e do Grão Pará, e da influência das economias da cana-de-açúcar e do algodão, os movimentos colonizadores se desenrolaram em território maranhense a partir do século XIX, marcando seu desenvolvimento e deixando um importante acervo histórico e arquitetônico como legado.

A capital São Luís, que recebeu em 1997, da UNESCO, o título de Patrimônio Histórico-Cultural da Humanidade, é uma importante cidade colonial com casarões revestidos de azulejo, testemunho da colonização lusitana. No Passado, Alcântara, primeira cidade do estado tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, foi a sede da aristocracia maranhense. Hoje, suas ruínas guardam a memória desse tempo glorioso e dividem atenções com o ícone tecnológico do estado: o Centro de Lançamento de Alcântara, o segundo centro de lançamentos de foguetes do Brasil. Pacata e tranquila, a cidade é cercada por uma natureza exuberante e é, sem dúvida, a mais imponente cidade histórica da Amazônia Legal.

No Maranhão, o Brasil ainda reencontra suas origens culturais mais genuínas. Segundo a Fundação Palmares, o estado é, depois da Bahia, o que abriga o maior número de povoados negros remanescentes de escravos, como a Reserva Extrativista do Quilombo do Frechal e Itamatatiua. Além dos povos indígenas, como os Guajajaras, os Kanela e os Urubu-Kaapor, espalhados em várias reservas. Na mistura cultural gerada pela presença de portugueses, holandeses, franceses, indígenas e africanos, em meio à natureza brasileira, o Maranhão adquiriu traços culturais exclusivos, que se mantêm vivos e presentes, e são revelados na gastronomia, nas danças e nas festas populares.

A cozinha maranhense sofreu influência francesa, portuguesa, africana e indígena. Caracteriza-se por tempero diferenciado e relativamente mais leve quando comparado com a cozinha nordestina em geral, fazendo uso de ingredientes como cheiro-verde, cominho em pó, pimenta-do-reino e frutas exóticas. A presença de peixes e frutos do mar como camarão, sururu, caranguejo, siri, pescada, robalo, tainha, curimatá, mero, surubim e outros peixes de água doce e salgada é marcante, e divide espaço à mesa com outros pratos como sarrabulho, dobradinha, mocotó, carne de sol, galinha ao molho pardo, todos acompanhados de farinha d’água. Na sempre farta cozinha maranhense destaca-se o Arroz de Cuxá, símbolo da culinária do Maranhão, é feito com uma mistura de gergelim, farinha seca, camarão seco, pimenta de cheiro e o ingrediente especial – a vinagreira (hortaliça de origem africana muito comum no Maranhão).

E para depois, são comuns doces portugueses e receitas com as frutas nativas como bacuri, buriti, murici, jenipapo, tamarindo, caju, cupuaçu, juçara (ou açai). O açai é também muito apreciado pelos maranhenses, consumido também com farinha, camarão, peixe ou carne de sol.

Para acompanhar: o Guaraná Jesus, refrigerante genuinamente maranhense. Inicialmente produzido de modo artesanal, foi adquirido pela Coca-Cola em 2001, mas ainda hoje é comercializado de modo mais amplo apenas no estado. A bebida é uma mistura de especiarias como cravo, canela e tutti-frutti, resultando em um liquido cor-de-rosa, de coloração e aroma inconfundíveis.

Danças

As danças influenciadas pelas culturas africana, indígena e portuguesa, estão sempre presentes nos festejos populares e eventos especiais que acontecem pelo estado. Destacam-se as quadrilhas, dança do coco, cacuriá, tambor de crioula, tambor de mina, a dança do Lelê ou Péla-Porco, a dança do Caroço, etc.

Festas Folclóricas

O bumba-meu-boi, presente sobretudo durante o período das festas juninas, é contudo a marca registrada das festas populares maranhenses, reunindo elementos do teatro, da dança e da música. Há mais de uma centena de grupos de bumba-meu-boi, que reúnem as comunidades e os turistas, e varam as madrugadas durante suas apresentações.

Existem cinco diferentes sotaques (estilos) para o bumba-meu-boi: sotaque de zabumba, típico da cidade de Guimarães; sotaque de matraca ou da Ilha, próprio de São Luís; sotaque da baixada; sotaque de costa-de-mão; e mais recentemente, o sotaque de orquestra, cada qual com suas particularidades e tradições.

A forte religiosidade dos maranhenses se expressa no extenso calendário de festas religiosas, sejam de origem católica ou das religiões de matriz africana, que possuem papel preponderante no rico patrimônio imaterial do estado, bastante vivo.

 

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Bumba-meu-boi

Eu na festa do Bumba-meu-boi em São Luis – Maranhão – julho de 2003 

Num espetáculo de cores, danças e ritmos, o Bumba-Meu-Boi é a expressão máxima da cultura popular do Maranhão. Elevado a Patrimônio Imaterial do povo brasileiro, a manifestação tem origens indefinidas, mas elementos culturais africanos e europeus, introduzidos principalmente por meio da religiosidade, são evidentes. Nas comunidades que fazem a brincadeira, as celebrações e o trabalho em torno da festa duram praticamente o ano inteiro. Um dos desafios é preparar o couro do boi, revestimento de camurça belamente decorado com canutilhos que recobrem o corpo do animal, pois é de bom tom que este seja renovado a cada temporada. Mas é durante os festejos juninos que ele reina absoluto, arrastando multidões e encantando quem assiste pela primeira vez suas apresentações. No Bumba-Meu-Boi do Maranhão a variedade de sotaques, ou ritmos, faz a diferença.

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Tambor de Crioula

Manifestação de raízes africanas que só existe no Maranhão, o Tambor de Crioula foi reconhecido em 2011 como Patrimônio Imaterial Brasileiro. Alegre, sensual e irreverente, pode ser apreciado ao ar livre, nas praças, casas e interior de terreiros por todo o Maranhão, mas sobretudo em São Luís.

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São Luis

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Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Eu cruzando o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. – 2003

Trata-se de um ecossistema costeiro único dentro do bioma caatinga, que associa ventos fortes e chuvas regulares. Consiste em uma faixa de dunas que avança entre 5 e 25 quilômetros em direção ao interior. As dunas formam pequenas lagoas de água doce. O filme Casa de Areia foi gravado dentro do parque.

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Delta do Parnaíba

Chico no Delta do Parnaíba – Julho de 2003

 

Eu já disse, acho que por aqui. Mangues são um passeio para os fortes. Você precisa ter uma sensibilidade além do normal para achar tudo maravilhoso. Geralmente mangues são formados pela “confusão do encontro das águas do mar com a de um rio”. Mas entrando no assunto confusão de águas, que tal falarmos de um dos mais famosos encontros de águas do mundo. Fica no Brasil, e acontece no chamado Delta do Parnaíba.

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Alcantara

( breve ) Veja mais sobre Alcaltara em MundodeChico.com

Para Saber Mais…

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