Panamá

2011 - Panama - Juliano e Leslie de Naiade - Canal do Panama 02

Juliano e Leslie de Irati – Paraná – Canal do Panamá – 2011

Enganam-se aqueles que pensam que o Panamá é um lugar sem atrativos e opções para se divertir. Do Canal do Panamá, passando pelos Arquipélagos de Bocas del Toro, San Blas e Playa Bonita, o país apresenta belíssimas e curiosas características naturais, e oferece passeios encantadores e cheios de surpresas!

Somente pela sua localização, o Panamá já é considerado um destino intrigante. Ao norte do país fica o Mar das Caraíbas e os seus vizinhos mais próximos são, a leste, a Colômbia; e a oeste, a Costa Rica. Mas o destaque, mesmo, é que o país faz parte da América Central, mas tem parte de seu território em um ponto estratégico, que faz conexão com a América do Sul e os oceanos Atlântico e Pacífico.

Considerado a oitava maravilha do mundo, o Canal do Panamá é o grande responsável pelo trânsito entre as duas regiões, e um dos pontos mais visitados pelos turistas. O fato de suas águas estarem quase 30 metros acima do nível do mar tornou necessária a construção de um surpreendente sistema de eclusas. Elas nivelaram as águas do Canal com a dos oceanos, viabilizando a circulação de embarcações pela região.

Este foi o fator determinante para incentivar e expandir as atividades comerciais e econômicas do Panamá e, consequentemente, o turismo regional, que também tem crescido ano a ano. Hoje o país é um dos mais promissores do continente, onde há alto nível de qualidade de vida, variados investimentos estrangeiros, diversidade cultural e muita beleza natural.

Mas, antes de tudo isso, o Panamá era habitado por índios de tribos comochibchas, caribes, cholos e chocóes. O território foi descoberto em 1501 pelo espanhol Rodrigo de Bastidas, e permaneceu na condição de colônia da Espanha até o dia 28 de novembro 1821, quando proclamou a sua independência. Daí para frente iniciou-se o período em que o Panamá passou a fazer parte da Grande Colômbia, junto com a própria Colômbia, a Venezuela e o Equador.

Em novembro de 1903, o país desvinculou-se do governo da Colômbia, declarando a sua independência. No entanto, manteve-se atrelado aos interesses econômicos e comerciais dos Estados Unidos, que estavam “de olho” nas prosperidades do Canal do Panamá. Tanto é que, no mesmo ano de independência, o Panamá firmou um Tratado que concedia aos EUA o uso, controle e ocupação da Zona do Canal e, no ano seguinte, o país estadunidense deu início às obras do Canal. Em 15 de agosto de 1914 o moderno sistema de engenharia de eclusas foi aberto para o tráfego de embarcações.

A Constituição aprovada em 1904 permitia que os EUA cumprissem papel além da exploração do Canal. Ao país também estava facultado o direito de intervir com suas forças armadas para manter a ordem pública e, inclusive, em processos eleitorais. Com o tempo, esta realidade passou a gerar grande sentimento de insatisfação do povo panamenho e o desejo de ser uma nação livre dos EUA.

Este feito, porém, foi totalmente alcançado somente em 1999, quando o país norte-americano devolveu ao Panamá seu direito de exploração e controle do Canal do Panamá. Hoje o país é governado sob o regime presidencialista democrático.

  • Um marco do século passado

    Embora já não represente tanto em finanças para os cofres do país, o Canal do Panamá será sempre uma grande atração. O primeiro a pensar em construí-lo foi o rei Carlos V, da Espanha, em 1524. A obra, ligando o Atlântico ao Pacífico, só foi inaugurada em 1914, início da Primeira Guerra Mundial, depois de dez anos de trabalho duro, realizado por 75 mil operários. Três sistemas de comportas duplas se incumbem da passagem dos navios, por um caminho de 82 quilômetros. Para assistir o espetáculo há camarotes: restaurantes com terraços.

  • Preços baixos

    A Cidade do Panamá, à beira do Pacífico, tem mais de 1 milhão de habitantes. Vinte anos atrás, não chegavam a metade disso. Transformada em metrópole, ganhou ares cosmopolitas e uma
    noite concorrida, nas boates e cassinos, onde toca-se a música vigorosa do panamenho Ruben Blades. A isenção de impostos tornou a cidade um centro de compras, com preços irresistíveis. Lojas mais populares estão concentradas no Centro Comercial Los Pueblos, aberto nos finais de semana. Alguns eletroeletrônicos podem custar uma ninharia. Produtos de grifes são encontrados na Via España e no Multicentro.

  • Isso que é zona franca

    Há quem prefira fazer compras em Colón, a 80 quilômetros da capital, na face voltada para o Mar das Antilhas. É a maior zona franca do hemisfério. Acomoda mais de 2000 armazéns imensos, com produtos internacionais. Fundada em 1850 por americanos — que a batizaram Aspinwall —, Colón é, também, um dos principais portos para navios de cruzeiro. Zarpam daqui passeios para Ilha Grande. Não é tão grande quanto o nome promete. Vivia da produção
    de coco e da pesca. Bela e cercada por recifes de coral, agora paga as contas com os dólares do turismo.

  • Vítima de um pirata famoso

    No começo de 1671, o lendário pirata Henry Morgan reuniu 35 embarcações, 2 mil homens e invadiu a antiga Cidade do Panamá — hoje, localizada a 8 quilômetros da capital. Houve luta sangrenta. Por fim, o bucaneiro não apenas saqueou como também incendiou a cidade. As ruínas de Panamá Vieja são, hoje, protegidas pela UNESCO. Sobraram alguns prédios históricos. Sobretudo, no velho mercado de escravos. Ficou de pé a nave central da Catedral de Nuestra Señora de Asunción.

  • Feliz rainha da Inglaterra

    Las Perlas, ou as Ilhas Pérolas, os índios do arquipélago mergulhavam em busca de pérolas. Eram bem-sucedidos. Pergunta: onde foi encontrada a maior pérola da história? Em Las Perlas. Ela adorna a coroa da rainha da Inglaterra. Há duas ilhas principais. A maior, a Isla del Rey, merece a visita pelos povoados típicos. Para se instalar, prefira Contadora, onde magnatas construíram mansões. A origem do nome é polêmica. Uma das versões explica que os piratas paravam em Contadora para fazer a contagem e partilha dos butins.

  • Um novo point

    Colón também é o nome da ilha principal do arquipélago Bocas Del Toro. A localização é privilegiada, perto da fronteira com a Costa Rica. As seis ilhas começaram a atrair a atenção dos surfistas e mergulhadores — a visibilidade submarina ultrapassa 30 metros. Agora, há hotéis requintados, principalmente na Isla Colón. Quem prefere mais sossego hospeda-se em Carenero ou Bastimentos, embora sem a mesma infraestrutura. Os surfistas continuam animando o arquipélago e costumam se encontrar nos bares Barco Unidido (na Isla Colón) e Aqualouge (em Carenero).

  • Hospedagem entre os índios

    Se alguém lhe disser que o Panamá tem mais de 1500 ilhas, acredite. Se falarem de um arquipélago caribenho onde os índios mantêm o modo de vida milenar, acredite também. É San Blás. São 400 ilhas dos índios kunas, que, em geral, não se dão ao trabalho de aprender o espanhol ou inglês. A não ser nas ilhas, poucas, onde abriram hospedagem nas aldeias. São lindas. Embora acessíveis, os kunas levam a sério rituais de exorcismo e, nesses dias, não permitem visitantes. Para evitá-los, hasteiam uma bandeira vermelha.

  • A Riviera Panamenha

    Da Cidade do Panamá à região de Playa Blanca são 120 quilômetros. Ou 90 minutos de automóvel. O lugar é banhado pelo Pacífico e faz jus ao nome: as praias têm, de fato, areias alvas como um lençol engomado. Devido a elas, a rede de hotéis aumenta com a velocidade de um bólido. Um dos mais recentes é o Breezes. Fica em Santa Clara e é um super-all inclusive, onde nem gorjetas são pagas, muito menos qualquer taxa. Playa Blanca, Santa Clara e outras praias formam a “Riviera Panamenha”. Fazem jus ao nome.

    Destaques do Panamá em MundodeChico.com

    Para Saber Mais…

  • Ir ao Panamá, e não fazer umas comprinhas é impossível! Ainda mais sabendo que o Aeroporto Internacional de Tocumen é um duty free gigante;
  • O Parque Nacional Metropolitano, uma floresta tropical em plana Cidade do Panamá, se estende por 256 hectares;
  • O dólar americano é a moeda de uso corrente. A Balboa é mais utilizada apenas em transações menores, até mesmo para troco;
  • Compartilhar táxis é prática comum na Cidade do Panamá. Se você não quer que isso aconteça, basta avisar ao motorista quando embarcar;
  • O passeio mais comum é a Zona Franca de Cólon, há 80 km da Cidade do Panamá.
Curiosidades

  • As aves têm endereço: o Panamá. Existem mais de 1.000 espécies distintas de aves, incluindo as migratórias, como as araras e as harpías, que fazem seus ninhos neste país;
  • O Panamá é dividido ao meio pelo Canal do Panamá, que liga os oceanos Atlântico e Pacifico;
  • A primeira cidade do Panamá era chamada de Panama La Vieja. Em tempos onde a pirataria rodeava os oceanos, essa cidade foi atacada diversas vezes pelo pirata inglês Henry Morgan. Foi mais tarde reconstruída mais para o interior, numa área conhecida hoje como Casco Viejo;
  • Constituído por uma população mestiça, o Panamá é uma mistura de europeus e indígenas, mas durante a construção do Canal chegaram trabalhadores chineses, indianos e africanos.

 

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