Éfeso

Eu em Éfeso – Maio de 2013

Éfeso  foi uma cidade greco-romana da Antiguidade situada na costa ocidental da Ásia Menor, próxima à atual Selçuk, província de Esmirna, na Turquia. Foi uma das doze cidades da Liga Jônia durante o período clássico grego. Durante o período romano, foi por muitos anos a segunda maior cidade do Império Romano, apenas atrás de Roma, a capital do império. Tinha uma população de 250 000 habitantes no século I a.C., o que também fazia dela a segunda maior cidade do mundo na época.

Eu nos restos do Templo de Ártemis – 2013

A cidade era célebre pelo Templo de Ártemis, construído por volta de 550 a.C., uma das Sete Maravilhas do Mundo. O templo foi destruído, juntamente com muitos outros edifícios, em 401 d.C. por uma multidão liderada por São João Crisóstomo. O imperador Constantino I reconstruiu boa parte da cidade e ergueu novos banhos públicos, porém a cidade foi novamente destruída parcialmente por um terremoto, em 614.

 

Templo de Ártemis
Considerado uma das 7 Maravilhas do mundo Antigo

A importância da cidade como centro comercial diminuiu à medida que o seu porto começou a ser assoreado pelo rio Caístro.

Éfeso foi uma das Sete Igrejas da Ásia citadas no livro bíblico do Apocalipse. O Evangelho de São João pode ter sido escrito na cidade, onde também se encontra um grande cemitério de gladiadores. O sítio arqueológico encontra-se a três quilômetros a sudoeste da cidade de Selçuk, no distrito homônimo da província de Esmirna. As ruínas de Éfeso são um importante ponto turístico internacional da região, que é servida pelo Aeroporto Adnan Menderes e pelo porto de Kuşadası.

Mitologia

De acordo com Ferecides de Leros, citado por Estrabão, Éfeso era ocupada pelos cários (e pelos léleges), e, quando houve a migração dos jônios para a região, a cidade de Éfeso foi fundada por Androclus, filho legítimo de Codro, o líder dos jônios, que expulsou os cários e léleges. Éfeso tornou-se o local do palácio real dos príncipes dos jônios, e a cidade ainda era governada por seus descendentes à época de Estrabão.

Antigamente, Éfeso também se chamava Esmirna, do nome da amazona Esmirna, que havia tomado posse de Éfeso, porém mais tarde Esmirna foi fundada por habitantes de Éfeso.

História

Em Éfeso existia um dos maiores teatros do mundo, com capacidade para 25 milhares de espectadores de uma população total estimada em cerca de 400 mil a 500 mil habitantes. Era a quinta mais populosa cidade do império. Também em Éfeso surgiram as condições para uma mudança fundamental no pensamento do Ocidente, durante os séculos VII e I a.C. Éfeso e Mileto, também na Ásia Menor, são berços da filosofia.

Em 133 a.C., Éfeso foi declarada capital da província romana da Ásia, mas pesquisas arqueológicas revelam que Éfeso já era um centro urbano antes de 1 000 a.C., quando era ocupada pelos jônios. Sua riqueza, contudo, não era apenas material, nela se destacavam iniciativas culturais como escolas filosóficas; escola de magos e muitas manifestações religiosas, sendo a mais significativa em torno de Ártemis; a deusa do meio ambiente conhecida como Diana pelos romanos, a deusa da fertilidade.

Ártemis era uma deusa ligada inicialmente à vida selvagem e à caça.

É dedicado a Ártemis o maior templo nela encontrado por arqueólogos austríacos. Ao lado do templo de Ártemis, com 80 metros de comprimento e 50 metros de largura, foram encontrados suntuosos palácios romanos. Outras descobertas incluem uma bela casa de banho, de mármore, com muitos quartos, a magnífica Biblioteca de Celso, a “Catacumba dos Sete Adormecidos”, onde foram encontrados centenas de locais de sepultura, e um templo dedicado à adoração ao imperador. Ali havia uma estátua de Domiciano, o imperador que exilou João Evangelista na ilha de Patmos e perseguiu os cristãos. Como é comum em praticamente todas as cidades ao redor do Mediterrâneo, também Éfeso acumulava em sua tradição traços religiosos orientais, egípcios, gregos, romanos e judaicos.

O antigo geógrafo Estrabão, que viveu de 64 a.C. a 25 d.C., descreveu-a como “o maior centro de comércio exterior que havia na Ásia” (Geografia XII, 8 e 5). Os arqueólogos encontraram uma inscrição em pedra (talvez erigida por ordem do imperador), que premiava Éfeso como a “mais ilustre de todas as cidades” da Ásia.

Nos tempos apostólicos, Éfeso foi uma das cidades do Império Romano onde o cristianismo mais se difundiu. Paulo de Tarso e João Evangelista pregaram na cidade. A igreja que havia em Éfeso no fim do século I d.C. foi uma das sete igrejas mencionadas no Apocalipse, juntamente com Esmirna, Pérgamo, Sardes, Tiatira, Filadélfia (atual Alaşehir) e Laodiceia no Licos. A cidade também foi sede de dois concílios (o Primeiro e o Segundo Concílio de Éfeso). Nela se localizam ruínas da basílica de São João, o Teólogo.

Pontos turísticos e culturais

Basilica de São João  
Selçuk

A cidade de Selçuk é dominada por uma cidadela bizantina do século VI, com 15 torres bem conservadas. Perto da cidadela estão restos de uma igreja bizantina e uma mesquita seljúcida. As ruinas da Basilica de São João, construida pelo imperador Justiniano no século VI, pode ser visitada depois de se atravessar um portão bizantino. Acredita-se que o túmulo de São João Evangelista, que passou os últimos anos, no século I, em Éfeso, esteja no local. Restaurações tem trazido de volta um pouco da magnitude da antiga basilica. Além de colunas e decorações, na capela há alguns belos afrescos.

O sítio do templo em Éfeso, Turquia. Restam destroços empilhados, mas nada do templo original

O templo de Ártemis (ou templo de Diana) foi uma das sete maravilhas do Mundo Antigo, localizado em Éfeso. Foi o maior templo do mundo antigo, e durante muito tempo o mais significativo feito da civilização grega e do helenismo, construído para a deusa grega Ártemis, da caça e dos animais selvagens. Foi construído no século VI a.C. no porto mais rico da Ásia Menor pelo arquiteto cretense Quersifrão e por seu filho, Metagenes.  Era composto por 127 colunas de mármore, com 20 metros de altura cada uma. Duzentos anos mais tarde foi destruído por um grande incêndio, e reerguido por Alexandre III da Macedónia. Atualmente, apenas uma solitária coluna do templo se mantém, após sucessivos terremotos e saques.

Nessa espécie de estádio, com capacidade para 24 mil espectadores, eram realizadas, entre outras coisas, as lutas de animais entre gladiadores. A Bel e eu ficamos sentados no degrau mais alto da arquibancada e imaginado aquele local cheio de gente, gritando, torcendo e se divertindo. Lá embaixo, gladiadores lutando ferozmente por suas vidas. É até difícil de imaginar tal selvageria.

Éfeso foi a 5ª cidade mais populosa do império, teve de 400 a 500 mil habitantes. Sua população era constituida na maioria por pessoas razoavelmente ricas e intelectualizadas. A região de Éfeso e Mileto, foi berço de muitos filósofos, entre eles Thales (ca.625-546 a.C.), Heróclito (ca. 540 a 470 a.C.) e Isidorus (sec. VI d.C.). Foi encontrada por arqueólogos, uma inscrição em pedra (talvez erguida por ordem do imperador), que premiava Éfeso como “A cidade mais ilustre de toda Ásia”.

Alexandre, o Grande, Cleópatra, Virgem Maria, Izabel, São João e São Paulo foram algumas das pessoas que passaram por Éfeso.

O local da cidade, que se vê hoje, tem sido escavado por mais de 100 anos e a maioria das edificações que restaram datam do período romano. Entre muitas ruinas, encontramos em Éfeso construções magnificamente preservadas, como a Biblioteca de Celso, o Portão de Adriano e o Teatro Helenístico, além de fontes, ruas, banhos romanos e ágoras comerciais.

Para Saber Mais…

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