Holanda França

Holanda França

Por do sol em Saint Martin

Saint Martin meio francesa…
meio Holandesa…
A terra que além do aeroporto ser uma atração
da vida a uma maravilhosa ilha do caribe

Para você conseguir perceber as diferenças entre Sint Maarten (Holanda) e Saint Martin (França), nada como um bom passeio pela paradisíaca ilha. Subindo e descendo morros e vencendo as sinuosas estradas à beira do oceano azul-turquesa nota-se gradual mudança no ar.

De repente, as residências ficam mais antigas, charmosas, levam estilo neocolonial. Estamos perto de Marigot, capital do lado francês, com suas marinas, lojas de grife e chiques galerias de arte. Nos cafés, mesas invadem as calçadas, no melhor estilo das casas parisienses.

No bairro Grand Casa, polo gastronômico, os cerca de cem restaurantes funcionam em casas de madeira ao longo de um deque. Para os nativos, eis a definição do chamado charme francês.

Delimitada por uma única placa, reaparece a fronteira, e a paisagem começa, novamente, a mudar. As construções são condomínios residenciais planejados – pelo menos 20, e dão impressão de que a ilha toda acaba de ser construída. Estamos em Cupecoy Beach, onde celebridades como Oprah Winfrey construíram mansões e hotéis.

Mais alguns minutos e chegamos a Philipsburg, capital do lado holandês (41 quilômetros quadrados de área), onde paira clima festivo nos calçadões tomados por bandeirinhas e animados por músicos de rua. De repente, Holanda.

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Para saber mais (1)
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Origem: Jornal da Tarde

Quem a conhece que a explique. Era noite alta numa praia caribenha quando o escritor nigeriano Fabian Badejo despejou, sob as luzes intermitentes do cassino próximo, sua definição sobre o local onde se encontrava: “É o que chamamos de ar da Holanda. São os bares, boates e cassinos capazes de deixá-lo acordado a noite inteira, numa atmosfera que só poderia ser holandesa”, resumiu, com a experiência de quem vive ali há duas décadas.

Horas antes, à tarde, em outro extremo da mesma ilha do Caribe, ele concedera, para idêntico pedido, explicação diferente: “É o charme, tradição e boa mesa que só se encontram na França. É legítimo solo francês”. França? Holanda? Duas Europas, um só Caribe.

Em dois momentos do mesmo dia, Badejo definiu o que é visitar Sint Maarten/Saint Martin, ilhota nas Antilhas Holandesas, no Mar do Caribe, com território dividido entre as duas nações desde 1648. Em 95 quilômetros de extensão, por onde se distribuem belezas naturais e boa estrutura turística, com restaurantes e cassinos, também coexistem diferenças culturais.

Numa ilha pequena o bastante para você percorrer em duas horas, a variedade parece beirar o exagero: os 75 mil habitantes falam, além do inglês, outros quatro idiomas: francês, holandês, espanhol e papiamento (mistura de português, holandês e espanhol). Há dois salários mínimos, três moedas (euro, dólar e florim), dois feriados de Dia das Mães e dois carnavais.

“Mas, no fundo, o que interessa é que é sempre Caribe. É isso que os turistas vêm procurar”, continua o escritor Badejo, que também dá expediente como guia. “Todo o restante nos diferencia, é um bem-vindo bônus que faz a ilha ser o que é.” A comprovar que a estratégia vem dando certo, cerca de 1,7 milhão de turistas desembarcam por lá todos os anos. A maioria, 1,2 milhão, chega pelo Aeroporto Princess Juliana, à beira-mar. Tão bem localizado que acabou virando atração à parte.

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